terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Conselho Do Grêmio Aprova Contrato Para Construção Da Arena

Depois de quase seis horas de uma tensa reunião no Conselho Deliberativo do Grêmio, que iniciou na noite de terça e só acabou na madrugada de quarta-feira, os conselheiros decidiram aprovar o contrato com a empreiteira OAS para a construção da Arena tricolor, no Bairro Humaitá. No entanto, a assinatura só deverá ocorrer na próxima sexta-feira.

– Vamos assinar o contrato na sexta-feira, incorporando aquelas sugestões dadas nesta terça que forem possíveis. Quem cuidará disto será o nosso departamento jurídico, junto com a direção atual e com a direção que assume no final do ano – garantiu Paulo Odone.

O clima entre os conselheiros já não era dos melhores antes da reunião nesta terça-feira. Ficou ainda pior depois que alguns integrantes do conselho tomaram conhecimento, na última hora, de uma modificação no contrato entre o clube e a construtora.

Como os integrantes da diretoria que assume no final do ano não estavam satisfeitos com as presenças de Paulo Odone e de Eduardo Antonini no conselho de administração da Grêmio Empreendimentos, os atuais mandatários do clube fizeram uma manobra política que acabou enfraquecendo a empresa que será formada para gerir a obra.

A alteração no contrato com a construtora prevê uma divisão da OAS em duas partes no vínculo estabelecido com o Grêmio. Uma parte da empresa cuidaria de todos os detalhes envolvendo o terreno onde será erguida a Arena. A outra, que seria chamada de superficiária, contaria com três integrantes da construtora e dois do conselho gremista, e ficaria responsável pela construção da obra.

– Terminou o contrato TBZ/OAS, a OAS ficou. A empresa propôs ao Grêmio que ela constitua uma empresa, 100% capital OAS, formado por cinco pessoas. Os integrantes do Grêmio teriam privilégio nos votos para vetar qualquer proposta ou também para exigir qualquer situação – explica o conselheiro Renato Moreira.

– A Grêmio Empreendimentos não vai ser mais sócia, como estava estipulado ainda quando a TBZ fazia parte do consórcio junto com a OAS. A Grêmio Empreendimentos vai atuar na co-gestão da Arena, não como sócia. Isto foi feito justamente para não se contaminar com uma eventual dívida que possa vir a existir – explica Eduardo Antonini, um dos principais idealizadores do projeto Arena.

– A Grêmio Empreendimentos, quando foi constituída, foi projetada para outro tipo de participação. Com esta modelagem, a Grêmio Empreendimentos perdeu a força, mas a necessidade da existência dela existe – completa Raúl Régis de Freitas Lima, presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio.

No final da reunião, foram definidos os sete integrantes do conselho de administração da Grêmio Empreendimentos (GE), empresa que vai gerir todo o processo de construção da Arena. Eduardo Antonini, está fora, por decisão do G-6 – grupo político que dá sustentação ao presidente eleito Duda Kroeff.

Já sem a presença do atual presidente, que preferiu deixar o Salão Nobre do Conselho Deliberativo nesta etapa do debate, os conselheiros referendaram os nomes de Paulo Odone, Adalberto Preis, Alexandre Grendene, Teodoro Pedroti, Saúl Berdicheviski, Mauro Knijinik e Pedro Ruas para o Conselho de Administração da Grêmio Empreendimentos.

– Todos sabem que, por mim, o Antonini participaria da Grêmio Empreendimentos. Mas o Conselho decidiu que não e quem manda no Grêmio é o Conselho Deliberativo – disse o presidente eleito, Duda Kroeff.

Fonte: ClicRBS

8 comentários:

Anônimo disse...

Ontem foi uma noite especial, em que a esperança venceu...

... o medo de trocar um estádio antigo por um novo,
... o medo de trocar um patrimônio deficitário por um superavitário,
... o medo de trocar um Grêmio do passado por um do futuro.

Parabéns Grêmio, parabéns gremistas! Adeus Olímpico querido: seja bem-vindo nosso novo templo - Arena Humaitá!

Anônimo disse...

Cazaquistão.

Lá no Cazaquistão, no maior time da região, um integrante da diretoria estava desenvolvendo um projeto de ampliação do ginásio Czar II.
Este dirigente se comprometeu com uma empreiteira forte da região sul, a Empre-quistão, e recebeu uma grande verba para ajudar a aprovar o projeto.
Num certo dia, após o inverno, o prefeito da cidade mudou e junto com a diretoria do time resolveu tirar o tal dirigente.
Este dirigente passou a desesperar-se para continuar e seu grupo também tentava mante-lo, pois o contrato feito entre ele e a empreiteira exigia a devolução da verba, caso ele saisse do negócio. Mas Karkov Malev havia gasto todo o dinheiro.

Anônimo disse...

Do blog Grêmio Sempre Imortal:


Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL cumprem o doloroso dever de comunicar o falecimento do Clube GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE, ocorrido na madrugada do dia17 de dezembro de 2009.

O Clube GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE faleceu vítima do total desconhecimento por parte de seus conselheiros do contrato com a OAS e falta de transparência dos responsáveis pelo projeto arena ao longo dos dois últimos anos.

Giuliano Vieceli disse...

Anônimo,

Engraçado que estes mesmo conselheiros não demonstraram o MÍNIMO interesse quando os contratos estavam expostos para consulta.

Outra coisa: foram formadas 7 comissões, todas com parecer FAVORÁVEL à construção da arena (com algumas ressalvas).

Será que TODAS elas querem o mal do Grêmio?

Rafael disse...

Nos últimos 40 anos, Grêmio e Inter conseguiram transformar-se de potências regionais em nacionais, ao contrário do Botafogo, pra dar só um exemplo

Nos próximos 30, alguns clubes serão potências continentais. Boca e São Paulo já tem este patamar. É isso que está em jogo

Se não pensarmos grande agora, vamos virar um coadjuvante no contexto continental

Se pensarmos grande, poderemos olhar o São Paulo de frente no futuro

Parabéns a todos nós gremistas por, mais uma vez, termos escolhido ser grandes

Gustavo disse...

Sou favorável à construção da Arena em detrimento do velho Olímpico. Inclusive menciono isso no meu blog.

Porém, alguém tem uma cópia desse contrato? Porque, se está como foi divulgado no Sempre Imortal, não há dúvidas de que prejudicará os sócios. Concordas, Giuliano Vieceli?

Tu sabes alguma coisa sobre os contratos?

Giuliano Vieceli disse...

Gustavo,

O sócio tem um contrato com o Grêmio, não com o Olímpico.

Quem tem que garantir os seus direitos é o clube, não é a OAS.

Por isso que, na minha opinião, não deveria haver NENHUMA cláusula sobre os direitos dos sócios no contrato com a OAS. Isso não diz respeito a ela.

As cláusulas que foram divulgadas mostram apenas um resguardo jurídico da OAS contra possíveis processos de sócios contra a instituição Grêmio, nada mais do que isso.

Todos assinaram um contrato com o clube, portanto, TODOS os sócios terão os seus direitos respeitados na arena, sejam remidos, patrimoniais, contribuintes, etc..

A única coisa que deve ser definida é a situação dos locatários de cadeiras, pois existem pessoas que são locatários a mais de 20 anos mas que não possuem o vínculo patrimonial com o clube.

Seria uma grande injustição não tornar estas pessoas sócios patrimoniais.

É isso que deverá ser analisado pelo Conselho Deliberativo do clube.

Gustavo Zanuz disse...

Pois é Giuliano. Meu entendimento é semelhante ao teu.

Porém contratos são frios. Alguns deles, por ferir princípios legais previstos na constituição (por exemplo) podem ser revogados judicialmente. Mas muitas cláusulas podem ser mantidas, pelo simples fato lá estarem, visadas e assinadas.

Eu não me importo, sinceramente, com o fato da Arena ser PROPRIEDADE da OAS por 20 anos. A gente tem que ser humilde o suficiente para reconhecer que o Grêmio não conseguiria erguer tal obra nem em 50 anos, nas condições financeiras em que se encontra.

O que não pode ocorrer é o prejuízo a nós, sócios. Até porque tenho certeza de que é esse lastro de 50.000 sócios que tem permitido ao tricolor fazer frente aos clubes mais ricos, inclusive ao do lago.

Um abraço!