quarta-feira, 29 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - III

"Então, respondendo à questão: O que a OAS ganhará com esta parceria?

A OAS terá ganhos em três fontes distintas: da parceria na Arena, no complexo shopping/hotel/bloco comercial e blocos residenciais e, por fim, do empreendimento residencial na Azenha.

Na Arena, como já foi explicado antes, a OAS pagará o financiamento abrindo mão de seu percentual durante a sua amortização. Após este período, passará a usufruir da fase de retorno do investimento. É muito importante frisar que, ao contrário do que se está dizendo, a OAS NÃO ENFRAQUECERÁ o futebol do Grêmio por um singelo motivo: A OAS DEPENDERÁ MUITO DOS RESULTADOS DO TIME PARA OBTER MAIS LUCRATIVIDADE NA ARENA. Isto é muito óbvio, pois um time fraco que não empolgue a torcida levará menos espectadores à arena, diminuindo sua receita. Portanto a OAS não retirará recursos do futebol como estão dizendo.

No empreendimento ao lado da arena o Grêmio não terá nenhuma participação, portanto o lucro será todo da OAS. Este empreendimento terá um plus associado a ele: A marca GRÊMIO, que obtém dois terços da torcida deste estado. O mesmo acontece com o terreno do Olímpico que certamente terá o nome do Grêmio associado.

A OAS ganhou também, e muito, com o aumento dos índices construtivos em ambas as áreas. Isso, é claro, graças ao Grêmio e sua capacidade política.

Fica claro que a OAS não está dando de graça a arena, pois vai lucrar muito com a parceria. Diante do exposto, muita gente pode questionar: porque o Grêmio não ganhou uma participação nestes empreendimentos uma vez que seu nome estará associado?

Também acho que poderia receber algo por isso, porém, sem este tipo de negócio seria praticamente impossível de se obter um aparelho moderno, que vale mais de 300 milhões e gerará receitas extras ao clube.

Por que não o Olímpico então?

Como já foi dito antes, os cálculos (feitos pela AAA) para reforma são maiores do que a construção de um novo estádio. O Grêmio entregou um caderno de intenções às empresas interessadas com as três hipóteses (reforma, construção na Azenha e construção em outro local) e ninguém apresentou proposta para reforma. Eu particularmente sou testemunha dos problemas estruturais do Olímpico. Na parte nova, onde foram construídos os treze módulos, as paredes onde se encontram os módulos possuem parafusos gigantes e as caixas destinadas aos placares eletrônicos foram retiradas. Na parte antiga, na altura do memorial, se encontravam ferragens expostas, enferrujadas e comprometidas (lembram da Fonte nova?).

Uma proposta de reforma do Olímpico foi apresentada muito depois de todo o tipo de debate já ter sido feito no conselho. Como se fala muito em transparência, poderiam dizer o custo de tal reforma, o que teria que ser demolido e refeito, quem bancaria uma obra de tal monta e em troca do que. Custo a imaginar um empreendedor que bancasse uma obra desta magnitude em troca da exploração por um período da área onde hoje se encontra o carecão e as antigas piscinas. Alguém já se apresentou? Quem?

A opção de construção na Azenha também encontrou obstáculos junto ao conselho por três motivos importantes:

1) O risco de se demolir o estádio atual sem ter o novo pronto;

2) Uma área pública (na Cascatinha) teria que ser doada pelo município - coisa muito complicada de se obter - e áreas lindeiras, com vários proprietários, teriam que ser compradas;

3) A questão viária.

Restou ao conselho escolher a melhor proposta financeira, com menos riscos.

Na próxima manifestação falarei sobre a delicada questão dos sócios e da transparência."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Grêmio Entra Na Justiça Para Conseguir Terrenos Do Olímpico

O Grêmio tenta conseguir na Justiça a escritura de uma área que ocupa há mais de 50 anos. São dois terrenos circundados pelo Estádio Olímpico, que fazem parte do complexo do clube. Segundo o departamento jurídico do Tricolor, a Prefeitura doou os lotes na década de 1940, mas o clube não ficou com a escritura. Os terrenos faziam parte de um plano do Demab (Deparamento Municipal de Habitação), onde seria construído um núcleo residencial, que nunca saiu do papel.

Com a parceria com a OAS, que construirá a Arena do Grêmio no Humaitá, o clube precisa unificar a área do Olímpico para passar a posse total dos cerca de 10 hectares para a empresa. O diretor jurídico Claudio Batista, diz que o Grêmio paga os impostos referentes ao terreno desde o início da ocupação.

O vice-prefeito de Porto Alegre e secretário extraordinário para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, José Fortunatti, diz que a Prefeitura não vai se opor à passagem dos terrenos ao nome do Grêmio, e que isso se trata apenas de uma formalidade.

Fonte: ClicRBS

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - II

"Continuando as manifestações, mas antes fazendo ainda um esclarecimento: de onde vem o nosso conhecimento?

No início de 2007, já sabendo da encomenda do Grêmio a um trabalho da AAA (Amsterdã Arena Advisory) tive a oportunidade de assistir a uma apresentação de powerpoint com o organograma e fluxograma do Projeto Arena. Soube da encomenda para as três hipóteses: reforma do Olímpico, construção de um estádio novo na Azenha e construção de um estádio novo fora da Azenha (apontando quais os locais possíveis em Porto Alegre para tal).

Este trabalho também apontaria a formatação de estádio e a sua capacidade ideal levando em conta a relação custo/benefício. No final de 2007 presenciei a apresentação das propostas da Odebrecht (Humaitá) e da TBZ/OAS (Azenha), fazendo um relato mais fiel possível do que foi demonstrado sem ferir o sigilo solicitado aos conselheiros.

Em 2008, já moderador da comunidade Grêmio Arena, fiz contato com o Antonini, apresentando o nosso grupo. Ele gostou muito da existência da comunidade e abriu a possibilidade de nos reunirmos para levarmos nossas dúvidas e sugestões.

Desde a primeira reunião o Giuliano Vieceli está presente e, tanto eu como ele, participamos de todas as que foram feitas. Organizamos a comunidade para levantarmos desde as dúvidas mais básicas até as questões mais polêmicas, recolhemos várias sugestões (algumas delas estão presentes no projeto) e passamos juntos por todas as etapas até agora, desde a apresentação das propostas, passando pela escolha do conselho pelo projeto TBZ/OAS no Humaitá, aprovação no conselho do plano diretor, aprovação dos índices na Câmara de Vereadores, aprovação da construção da Universidade do Trabalhador na Restinga pelo Governo do Estado, aprovação dos contratos no Conselho Deliberativo do Grêmio e a posterior criação da Grêmio Empreendimentos.

Foram várias reuniões com Eduardo Antonini e Adalberto Preis, horas valiosas de esclarecimentos, trocas de idéias e manifestações de apoio ao clube. Apresentarei, a partir de agora, um arrazoado sobre as afirmações do ex-conselheiro Marco Antônio Souza e de outras que foram apresentadas no decorrer do debate. Não se trata da propriedade da verdade, mas somente uma apresentação das informações que possuímos.

As primeiras perguntas: O Grêmio terá uma dívida com a arena? Terá que pagar algo por ela? Haverá pagamento de aluguel, prestações ou seja lá o que for?

A proposta inicial da TBZ/OAS - e depois somente OAS - era a seguinte: em troca da compra do terreno no Humaitá e da construção da arena, o Grêmio deveria entregar o terreno do Olímpico e durante 20 anos haveria uma parceria entre o clube e o consórcio português, na participação dos lucros da arena na ordem de 65% para o clube e 35% para o consórcio.

O levantamento de recursos seria feito com investidores apresentados pelo grupo português. Não haveria financiamento algum, somente um retorno financeiro aos investidores nos 35% da receita da arena por 20 anos. Esta proposta mudou com a crise mundial, havendo fuga de investidores e a saída do grupo português, permanecendo somente a OAS.

A construtora (com o auxílio do Banco Santander) estruturou então uma nova proposta, onde a OAS buscaria um financiamento em seu nome junto ao BNDES (apostando no PAC da Copa com a virtual participação de Porto Alegre) e bancaria os custos remanescentes. Os percentuais de participação continuaram os mesmos, porém o pagamento do financiamento da OAS seria bancado por parte da receita da arena.

Para compensar o clube de uma receita líquida menor, a construtora apresentou a seguinte proposta:

- Durante o pagamento do financiamento da OAS, a mesma não teria participação alguma na receita da arena (sendo esta toda do clube) e pagaria um valor fixo anual, reajustável, de sete milhões de reais. Este prazo de amortização pode durar entre 7 e 9 anos.

Resumindo: Durante esta fase de amortização (por parte da OAS), o clube receberá sete milhões anuais e 100 % da receita líquida restante. Importante dizer que a garantia desta dívida não será a arena, mas bens da construtora.

- Liquidada a dívida da OAS, a construtora passa a ter direito ao seu percentual (35%) sobre a receita líquida da arena e o Grêmio passa a ter 65% desta receita, acrescentado agora de uma receita fixa não mais de 7 milhões anuais, mas de 14 milhões por ano, um valor também reajustável.

Diante do exposto, fica claro que o único pagamento que o Grêmio fará será a entrega do terreno do Olímpico. Não existem parcelas, prestações, aluguéis, etc, pagos pelo Grêmio. Não podemos mensurar o retorno que a OAS terá de sua participação de 35 %, pois isso depende de valores variáveis de receita que somente estão estimadas em diversos cenários, otimistas, pessimistas e realistas.

Porém, no caso do Grêmio, temos a certeza de uma receita mínima anual de 7 milhões por um período em torno de 7 anos e 14 milhões por aproximadamente 13 anos. Isso significa que se por ventura o cenário for péssimo, sem lucro na arena, a OAS não terá a certeza de receber algo, já o Grêmio terá seus valores fixos.

Então fica a pergunta que fiz antes: Quem paga o que e para quem? O Grêmio, após a entrega do Olímpico (somente após receber a arena) não paga mais nada.

Esclarecida esta questão, vamos a uma nova pergunta: Mas então o que a OAS ganha com isso, já que somente o Grêmio terá assegurado uma receita fixa por 20 anos? Responderei a isso na próxima manifestação."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - I

"Caro leitor deste blog, com a autorização do Giuliano, pretendo, como o título sugere, fazer a minha apresentação, alguns esclarecimentos e muitas manifestações. Vamos a eles.

No dia de ontem (15/07/2009), ao ler a réplica do ex-conselheiro Marco Antônio Souza, redigi um breve texto de esclarecimento ao Wianey que achou por bem não publicar. Não questiono as suas razões, mas faço uso deste espaço para o sagrado direito de resposta.

O ex-conselheiro Marco Antônio de Souza tem razão quando afirma que não me conhece e que eu não o conheço, aliás, dele sei somente que é irmão de ex-ministro e filho de um grande ex-presidente do clube, Dr. Renato Souza, que conduziu o Grêmio nos anos gloriosos da década de 60. Portanto farei a minha breve apresentação. Sou um mero sócio e torcedor assim como também o era o meu pai. Não possuo relevantes serviços ao clube e minha participação é anônima como a maioria dos torcedores contemporâneos a mim. Tenho como maior presidente do clube o Dr. Hélio Dourado (quem me acompanha na comunidade do Orkut sabe o quanto já o defendi) e atendendo aos seus apelos ajudei a concluir o Olímpico, nosso orgulho. Entendo o apreço e o carinho do ex-presidente, pois é difícil abrir mão de algo tão belo e caro para todos nós.

Assim como o ex-conselheiro, carrego uma paixão desenfreada pelo Grêmio, construída e levada pela mão de meu pai, que deve ter sentido a mesma emoção que sinto hoje, quando saiu da velha baixada para o Olímpico. Não tenho fama, patrimônio ou dinheiro e tenho somente o meu espírito que move a minha paixão, assim como de milhões pelo mundo afora que torce pelo Grêmio. Entusiasta da Arena, procurei de todas as formas me informar de tudo o que diz respeito a ela, acompanho desde 2007 os seus passos e por ela travei - e ainda travo - os mais calorosos debates. Mais de mim não falarei. Isto basta.

Ao ex-conselheiro Marco Antônio Souza, faço alguns esclarecimentos. Entende ele que o ofendi. Gostaria que ele soubesse que não possuo a eloqüência de um advogado e que em nenhum momento busquei o ataque pessoal, mas o enfrentamento duro de suas afirmações e posicionamentos. Não poderia eu fazer ataques a ele por realmente não o conhecer, o que seria leviano da minha parte. Quando escrevi “destituindo de seriedade o autor da frase” fiz a referência de que sua afirmação “uma simples aquisição de um estádio pronto” era uma afirmação simplista e sem valor epistemológico.

Também julguei destituída de seriedade as afirmações feitas na tentativa de estabelecer o risco e prever um iminente fracasso financeiro da Arena. Em nenhum momento da minha manifestação afirmei ser o ex-conselheiro o causador das dívidas que oneram o Olímpico, disse tão somente que elas existem independentemente da Arena, devem ser pagas e não podem ser objeto de calote, dando resposta a sua afirmação de que tal desoneração provocaria uma perda de recursos no futebol, como se isso fosse culpa da construção do novo estádio.

Sei que o ex-conselheiro Marco Antônio Souza não é contador, portanto usei esta expressão genericamente na tentativa de mostrar que cálculos e pareceres profissionais não podem ser relevados a meros achismos. A expressão “mãe Diná” é por demais conhecida, sendo utilizada para designar quem exercita a futurologia, coisa que acho que ex-conselheiro fez quando afirmou que por causa da Arena perderíamos jovens promessas, verbas seriam comprometidas e dirigentes seriam presos.

Desculpe-me, ex-conselheiro, achei leviana a sua analogia com o caso ISL, isso explicarei mais adiante, mas peço ao ex-conselheiro que não se sinta ofendido com esta opinião, assim como não me ofendi com a sua insinuação de que sou um analfabeto (“Em todos os casos o que se observa é que não precisa ser mãe Diná, basta saber ler”, escreveu o ex-conselheiro).

Já citei a epistemologia antes, que trata do conhecimento verdadeiro. Sua simples fórmula CVJ, ou seja, Conhecimento Verdadeiro Justificado, permite aferir se um determinado conhecimento (opinião ou crença) é verdadeiro e possui justificativas. Julguei ser uma falácia ou sofisma sua colocação sobre as unanimidades ou sobre os pareceres das comissões, por se tratar, em minha opinião, de uma crença sem uma boa justificativa para se tornar verdadeira. Portanto não confunda a falácia como uma mentira.

Por fim, a questão dos interesses. Falo por mim mesmo. Moro muito perto do Olímpico e teria todo o interesse natural de que o Grêmio permanecesse com ele por uma questão de praticidade e deslocamento. Os muitos interesses de que citei são desta ordem, de caráter de apego ao velho estádio, sentimental, praticidade, etc. Até um posto de gasolina teria que sair do terreno, também seus donos têm interesse de que o Olímpico permaneça como o estádio do Grêmio. É público o notório a posição política do movimento Grêmio Acima de Tudo em relação ao Olímpico, na figura primeira do grande ex-presidente Hélio Dourado, legítima por ser o responsável da conclusão do estádio e sua transformação em monumental.

Bom, estes são os esclarecimentos que precisavam ser feitos, se minhas palavras anteriores foram traduzidas como ofensivas, atribuo mais uma vez à minha falta de eloqüência e condição de quase analfabeto.

Por fim, desculpe-me o ex-conselheiro Marco Antônio Souza, por não saber desta condição, fui induzido ao erro pelo próprio Wianey que o nominou como conselheiro. Como já falei antes, sou um mero torcedor e sócio, não transito no conselho e não procuro o nome de todos eles.

Nas minhas próximas manifestações, farei considerações ponto a ponto da réplica do ex-conselheiro Marco Antônio Souza."

sábado, 11 de julho de 2009

Carta Enviada Ao Wianey Carlet

Caro Wianey

Como moderador da comunidade do orkut Grêmio Arena, me atrevo a tecer algumas considerações a respeito das dúvidas levantadas pelo conselheiro Marco Antônio Souza.

A comunidade Grêmio Arena vem mantendo contato regular com Grêmio, antes com o vice-presidente Antonini e agora com o presidente do Grêmio Empreendimentos Dr. Adalberto Preis. Nossos contatos e reuniões são para dirimir dúvidas para toda torcida, levar sugestões (algumas foram bem aceitas) e manifestar o nosso apoio de entusiastas inclusive nos colocando à disposição do clube se assim for necessário.

Então vamos às questões:

Em nenhum momento o Grêmio pagará “aluguel” na arena. Na estruturação do negócio, o Grêmio, enquanto a dívida da OAS com o BNDES estiver sendo amortizada, terá pleno uso do equipamento, receberá 7 milhões anos reajustáveis e 100 porcento da receita líquida se houver. Portanto, como podes ver, não há aluguel e nem pagamento algum por parte do Grêmio neste período. A receita dos 7 milhões é fixa e independe do resultado da arena neste período, sendo ela equivalente ao que se arrecada hoje no olímpico, não havendo perda alguma para o Grêmio.

Quanto à comparação patrimonial entre os dois clubes, acho estranha a manifestação do conselheiro. Receberemos um equipamento de ponta, moderno, multiuso, com menos custos de manutenção, em uma área equivalente do Olímpico, com a plena propriedade em 20 anos, como qualquer mortal que compra o seu imóvel financiado no SFH e aliena fiduciariamente sua dívida no imóvel. Como poderia eu comparar uma bela reforma em uma kombi 69 com um Mercedez 2012?

Quanto à questão de transparência, também acho estranha a manifestação. Quando da apresentação das propostas ao conselho em novembro de 2007, as mesmas ficaram à disposição dos conselheiros para análise, mas menos de 100 conselheiros fizeram esta verificação. O Antonini sempre esteve à disposição dos conselheiros e sócios para explicar o processo e recentemente, em um sábado no olímpico, o Dr. Preis, na conversa da direção com os sócios, respondeu exaustivamente às perguntas e questões levantadas por estes. Nós somos testemunhas vivas desta transparência ao sermos sempre muito bem recebidos por Antonini e Preis. Estranha esta manifestação, muito estranha.

Quanto aos riscos. É verdade que a crise mudou as visões de negócio existentes antes dela, o próprio projeto arena foi modificado após o furação do ano passado, mas quais os riscos então? O Grêmio não será tomador de nenhum empréstimo ou financiamento, não entregará o seu patrimônio atual, o Olímpico, sem que antes haja a entrega da Arena, concluída e com todos os equipamentos. Qual o risco então? O risco de uma enorme desilusão tão somente. O conselheiro fala em “uma simples aquisição de um estádio pronto”. Simples?

É tão simples que ninguém o fez ainda, destituindo de seriedade o autor da frase. Também diz que não sabe quanto o Grêmio pagará durante os 20 anos. Aqui temos que abrir um parêntese para definirmos este “pagamento”. Durante o pagamento da dívida, que pode durar de 7 a 9 anos, o Grêmio receberá 7 milhões fixos reajustáveis mais 100 porcento da receita liquida e, após este período, o valor fixo passa para 14 milhões ano e 65 porcento da receita líquida.

Ora, em ambos cenários o Grêmio terá uma receita maior que a que obtém hoje com o Olímpico e receberá ainda um patrimônio novo como já falei antes. Quem está pagando a quem neste caso? O Grêmio que arrecada menos como o estádio atual que possui valor menor à arena que receberá ou a OAS que para lucrar com os seus empreendimentos no entorno banca a maior parte da construção? Como eu poderei aferir com certeza os valores percentuais quem ambos receberão da receita da arena, sem que esta esteja balizada em situação futura, feita em cenários diferentes, mas em todos com obtenção de lucro? Mais uma vez temo pela seriedade do conselheiro.

Quanto aos valores imobiliários, temos a informação de avaliação do Olímpico em 80 milhões, porém agravado com o futuro custo de uma demolição. Será que alguém da “oposição à arena” já parou para pensar o quanto custa para demolir um estádio como o Olímpico que é uma montanha de concreto? Porém o valor da arena eu sei que será superior a 300 milhões. Não seria uma troca patrimonial vantajosa? É verdade que o valor do terreno do Olímpico terá uma avaliação superior em virtude do aumento dos índices construtivos, mas também o terreno do Humaitá terá a mesma valorização pelos mesmos motivos. Qual o problema? Ainda mais se pensarmos que o empreendimento no bairro proporcionará mais valor agregado ao terreno.

A questão da desoneração. Tirando o apelo burlesco das palavras do conselheiro, ficamos com os fatos. As dívidas que oneram o Olímpico já existem, não estão sendo criadas em função da arena, onde inclusive o Grêmio não está aportando dinheiro algum. Portanto, a desoneração do terreno do Olímpico deveria ocorrer de qualquer maneira a não ser que o nobre conselheiro estive com a intenção de dar o calote, elevando o nome do Grêmio tão decantado em suas linhas, ao limbo dos caloteiros.

O processo de desoneração está acontecendo normalmente e o Grêmio tem prazo para fazê-lo até à entrega da arena, em torno de 3 anos, qualquer coisa em contrário é mera especulação e a cláusula das verbas de televisão é mera garantia para o negócio, podendo o Grêmio inclusive proceder em uma troca de garantia com os credores atuais. O conselheiro, uma mãe Diná por certo, já afirma que jovens promessas serão vendidas, verbas serão comprometidas, dirigentes serão presos, etc.

Só nos resta fugirmos para as colinas e esperarmos resignadamente o juízo final. Esquece o nobre, que justamente a arena será a responsável por um aporte de recursos que não possuímos hoje, uma diminuição extraordinária de custos, isto tudo avalizado pela Fundação Getúlio Vargas e não em um escritório de contador localizado em uma galeria da cidade.

Diz o conselheiro que “A construção da Arena não aponta para qualquer indicativo de solução para os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta”. Baseado em quais cálculos, conselheiro? No seu achômetro? Há quem dissesse uma vez que o uso do som nos cinemas não iria vingar, porque tiraria o charme dos filmes mudos....fico pensando se não era algum antepassado seu.

O conselheiro pergunta por que não se recupera o Olímpico e se faça ali um empreendimento com shoppings e centro empresarial. Ora, conselheiro, creio que o senhor não freqüente as reuniões do conselho, pois lá já foi exaustivamente explicado que uma reforma é inviável financeiramente por seus custos elevados, sendo maiores que a construção de um estádio novo. Quem bancaria este custo se o senhor mesmo informou que estamos endividadas e não podemos abrir mão das verbas do futebol? Que milagre é esse? Por favor........

O padrão Fifa. Serei rápido aqui. Veja bem conselheiro, o padrão Fifa não é perseguido para se sediar jogos da copa do mundo, mas para termos um estádio qualificado enquanto ele durar, entendeu?

Questão ISL. Esta é uma leviandade do conselheiro, pois são questões completamente diferentes onde a ISL tinha participação no futebol, era credora de recursos aportados, não envolvendo em patrimônio imobiliário. A parceria com a OAS, não envolve situação de dívida. O Grêmio não deverá nada à OAS, essa terá somente uma participação temporária na receita da Arena, sejam elas quais forem, baixas ou altas. Argumentos falaciosos, tão somente, como se toda a decisão unânime daqui para frente seja algo ruim para o clube e isso esteja à sombra da ISL.

Com relação ao fundo social. Como o senhor gosta de fazer perguntas ao sócio, farei uma para o senhor. O que seria melhor para o sócio patrimonial, um patrimônio de valore menor, onerado por dívidas ou um novo patrimônio com valor superior e desonerado em 20 anos? Interessante que o conselheiro advoga e julga juridicamente a questão. O que dizem os nossos magistrados à respeito?

Parecer da comissão de patrimônio. Aqui o conselheiro vai além, distorce a verdade. As comissões do conselho são representativas de todas as facções do Grêmio, portanto não há parcialidade política. Os pareceres apontaram necessidade de alterações nos contratos, mas não se posicionaram contra o negócio.

O próprio trabalho da Fundação Getúlio Vargas, apoiado pelo presidente Odone à época, ajudou nestes pareceres. Correções foram feitas nos contratos e as verbas fixas, durante os 20 anos, trouxeram segurança ao negócio, ao contrário do que prega o conselheiro, independentemente se estaremos em libertadores ou participando de finais. O conselheiro diz: “Ou seja, fora do cenário ótimo (praticamente impossível de ser cumprido) a construção da Arena trará prejuízos ao Grêmio. Palavras da FGV.” Desculpe-me conselheiro, mas isso é uma enorme falácia como já demonstrei antes.

Ipiranga de Erechim e Cidreira. Não seja simplista, conselheiro. Não se constrói títulos somente com patrimônio, mas também com torcida (Ipiranga e Cidreira têm?), com boa administração e bom plantel, mas que a construção de estádios em GRANDES clubes, impulsiona os títulos, não tem como negar, estão aí os exemplos do co-irmão, do Atlético Paranaense e de nós mesmos após a conclusão do Olímpico Monumental, ou será que estou enganado? O senhor fala que a prioridade é sanar suas finanças, então eu lhe pergunto: Construir uma arena que trará mais recursos e diminuirá os custos não é uma excelente forma de atingir estes objetivos prioritários?

Por fim, respondo às quatro perguntas.

1) Meu imóvel não é passível de uma simples reforma, está onerado em dívidas e não pagarei financiamento algum por este apartamento de luxo no Humaitá. Quem não fizesse a troca não moraria em nenhum dos dois imóveis, mas no hospital psiquiátrico São Pedro.

2) Eu sei quanto custa. Custa o meu imóvel velho que alguém terá o custo de demolir em detrimento de um apartamento que vale no mínimo quatro vezes mais.

3) Essa avaliação já foi feita, mas salta aos olhos a diferença entre um fusca e um vectra.

4) Como já falei antes, o custo é muito inferior ao patrimônio que receberei. Se o conselheiro tiver um negócio destes a me oferecer, quero me manifestar aqui como o primeiro interessado.

Wianey, como podes verificar, não houve a mínima dúvida em minhas respostas. Há interesses muito acima do clube envolvidos nesta questão. Espero que no mínimo estes senhores aceitem os bons ventos democráticos do clube e cerrem fileiras pelo clube, caso contrário, aconselho a estes, os bons ares do bairro Menino Deus, mais próximo do rio.

Abraços

Glenio Costa de Mello
Moderador da comunidade Grêmio Arena no Orkut
Sócio do Grêmio

Carta De Conselheiro

Nesta sexta-feira me deparei com uma carta do conselheiro Marco Antonio Costa Souza, contrária ao Projeto Arena, que foi publicada no blog do Wianey Carlet.

Li a carta na sua totalidade pois acho importante analisarmos todos os contrapontos, a fim de buscarmos esclarecer toda e qualquer dúvida em relação ao projeto.

Não vou tecer comentários a respeito do comparativo entre o patrimônio que o nosso co-irmão pode vir a ter, até porque lá eles tratam a reforma do Beira-Rio e o Gigante Para Sempre (entorno) como projetos separados.

Acho importante salientar o seguinte: o Projeto Arena NÃO TEM NENHUMA POSSIBILIDADE DE SE TORNAR UM NOVO CASO ISL (onde o que realmente "quebrou" o clube não foi a falência da ISL, mas sim a MÁ GESTÃO do dinheiro investido pela empresa no clube).

As diferenças entre os dois casos são abissais, mas a principal é em relação aos contratos: o da ISL foi assinado sem que o conselho tivesse total ciência do seu teor, já o contrato do Projeto Arena passou por SETE COMISSÕES formadas por conselheiros de TODOS os grupos políticos do clube, sendo aprovado pelas SETE COMISSÕES.

Ora, todas elas se enganaram? Será que nenhuma delas viu a "fria" em que o clube estaria se metendo?

Enfim, voltemos ao que realmente interessa. Vou postar os esclarecimentos por tópicos:

1 - "Mas o absurdo é que o Grêmio não sabe quanto pagará pelo novo estádio"

Realmente, o Grêmio não sabe quanto pagará pela Arena. A única coisa que se sabe é que o "PAGAMENTO" da Arena será feito através do PERCENTUAL das receitas LÍQUIDAS do estádio que a OAS tem a receber (35%) pelo período de parceria.

Ou seja, o VALOR FINAL DA ARENA é diretamente PROPORCIONAL ao sucesso da mesma.

Quanto maior o valor recebido pela OAS, maior o valor recebido pelo Grêmio também.

2 - "o Grêmio não tem uma avaliação atualizada da Azenha e assim também não sabe quanto vale a área que está sendo entregue em dação em pagamento. A avaliação que existe é anterior à elevação do índice de construção, o que a torna imprestável."

Da mesma maneira que nós também não temos ainda a avaliação de quanto custará a área do Humaitá quando lá foram construídas a nova ponte do Guaíba, Rodovia do Parque, novos empreendimentos residenciais/comerciais, aeromóvel, novas linhas de metrô, etc.

O valor atual do Olímpico dificilmente deve ter aumentado em 50% devido aos novos índices construtivos, mas certamente a área onde será construído o novo estádio pode ter um valor muito superior ao atual, pois hoje lá não existe praticamente nada, e aquela região será revitalizada.

(acho que a construção do Beira-Rio é uma prova disso. Foi feita no meio da água e hoje permite que o co-irmão possa vir a ter "um complexo esportivo incomum entre clubes de futebol")

3 - "Um clube com uma dívida imensa, cuja atividade fim são resultados em campo, não deve comprometer 100 anos de história, lutas, glórias e conquistas em uma aventura totalmente despropositada, cujos benefícios principais serão auferidos por terceiros."

Na minha visão, os benefícios principais seriam obtidos pelos torcedores do Grêmio, que contariam com um estádio confortável, com fácil acesso (tanto para quem é da capital quanto para quem vem do interior), segurança, etc.

4 - "Ou seja, nos próximos 3 anos o Grêmio deverá "desviar" R$ 21.000.000,00 de sua atividade fim, para liberar a área que será entregue para a OAS."

Não, o clube não vai precisa "desviar" 21 milhões do futebol. As dívidas que hoje honeram o terreno do Olímpico podem ser negociadas de forma que integrem o condomínio de credores (como está sendo feito com o Zinho, uma das maiores dívidas do clube, juntamente com a dívida do Flamengo).

As penhoras também podem ser transferidas para outros patrimônios do clube.

5 - "É inadmissível que o Grêmio sistematicamente precise vender craques e promessas de craques e pense simultaneamente em construir um luxuoso estádio."

Creio que a construção do novo estádio foi pensada justamente para evitar que o clube necessite vender suas revelações a preço de banana, o que ocorre a décadas (e não a partir da concepção do Projeto Arena).

6 - "O objetivo do Grêmio são vitórias, títulos e o estádio deve ser uma conseqüência da grandeza esportiva do Clube."

Eu acho justamente o contrário. Um estádio confortável atrais mais torcedores. Mais torcedores significa mais dinheiro. Mais dinheiro significa times melhores. Times melhores significa vitórias e títulos.

É uma opinião PESSOAL.

7 - "A construção da Arena não aponta para qualquer indicativo de solução para os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta"

Os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta são de ordem FINANCEIRA. A Arena tem como objetivo justamente tornar o clube auto-sustentável.

8 - "Por que não recuperamos o Olímpico? Basta explorar as áreas contíguas ao estádio ("carecão", ex-piscinas, ginásio, Mosqueteiro), transformando-as em centro empresarial, shopping, hotel, centro de convenções, estacionamento etc. Com o dinheiro da exploração destas áreas o Grêmio reforma o Olímpico e ainda segue recebendo rendimentos indefinidamente."

Aqui vou usar as palavras do próprio conselheiro: "O Grêmio não é uma empresa imobiliária, mas um clube de futebol."

9 - "Por que não consultar a torcida sobre a reforma do Olímpico ou a construção da Arena?"

Conselheiros são eleitos pelos sócios. Ou seja, o Conselho Deliberativo representa a torcida gremista. E este conselho APROVOU o projeto.

Se seguirmos este pensamento à risca, os nossos presidentes precisariam consultar a torcida sobre os reforços que pretendem contratar, sobre a queda ou não dos técnicos, etc.

10- "não será muito diferente de uma partida entre Zaire e Namíbia."

Eu condeno este tipo de comentário, até porque o autor da carta faz parte do conselho do Grêmio, não do conselho da FIFA.

É muito mais fácil a FIFA designar aqui os jogos da Argentina (pela proximidade), Itália e Alemanha (estes últimos dois por sabermos que aqui é uma terra colonizada na sua grande maioria pelo povo alemão e italiano) do que jogos entre seleções sem nenhuma expressão no cenário mundial.

11 - "Primeiro, porque a aprovação da matéria perante o Conselho Deliberativo ocorreu sem a aferição das presenças ("quorum"), oportunamente requerida conforme consignado em ata e, segundo, porque o texto aprovado não corresponde ao contrato firmado."

As alterações feitas no contrato apenas seguiram as ressalvas feitas pelas comissões que analisaram o mesmo. Ou seja, o conselho aprovou o contrato e as possíveis alterações que deveriam ser feitas no mesmo.

12 - "O único cenário que aponta para um negócio rentável exige que o Grêmio tenha uma presença quase constante em Libertadores e figure nas 4 primeiras posições do campeonato brasileiro em todos os anos."

Este estudo trata como necessária a presença na Libertadores porque a MÉDIA DE PÚBLICO neste campeonato é maior do que nos demais. Ou seja, o que vai determinar se o clube vai ter ou não prejuízo é a MÉDIA DE PÚBLICO, e não o campeonato em que esteja participando.

13 - "A convicção reinante é que o Grêmio pagará um valor absurdo pelo novo estádio e só esse motivo pode justificar essa nuvem imensa de dúvidas e a inexplicável ausência do cálculo do valor que o Grêmio deverá pagar pela Arena."

Como eu havia dito antes, o VALOR FINAL DA ARENA é diretamente PROPORCIONAL ao sucesso da mesma. Quanto maior o valor recebido pela OAS, maior o valor recebido pelo Grêmio também.

14 - "Mas um clube de futebol não cresce simplesmente como conseqüência da construção de um novo estádio. Se assim fosse, o Ypiranga de Erechim deveria ter sido campeão brasileiro, talvez gaúcho, pelo menos da 2ª divisão do interior. Se assim fosse, em Cidreira deveria ter "brotado" um time de futebol minimamente razoável para fazer jus ao "Sessinzão" (pomposamente denominado Estádio Municipal de Cidreira)."

Claro que não. O que faz o sucesso de um clube é a sua TORCIDA. De que adianta construir um estádio se não tem ninguém para botar lá dentro. O Grêmio tem mais de 6 milhões de torcedores apaixonados. Certamente este não deverá ser um problema.

15 - "A construção da Arena não assegurará títulos e conquistas para o Grêmio na sua atividade fim."

A reforma do Olímpico vai?

Agora, vamos às perguntas:

1) Na gestão de seus bens pessoais, trocaria um terreno seu, localizado na Azenha, com 500 metros quadrados, onde existisse uma casa antiga de 100 metros quadrados (passível de uma boa reforma) por um apartamento de luxo no bairro Humaitá, com os mesmos 100 metros quadrados de área, com o agravante que ainda pagaria um pesado financiamento durante 20 anos?

O terreno que vai pertencer ao Grêmio no Humaitá é MAIOR do que o atual terreno onde se encontra o Olímpico.

Este dito "pesado financiamento" não vai sair dos cofres do clube. Virá das receitas da ARENA.

Aliás, é importante destacar que durante os 7 primeiros anos de parceria, o clube receberá R$ 7 MILHÕES POR ANO MAIS 100% DOS LUCROS DA ARENA. Nos 13 anos restantes passará a receber R$ 14 MILHÕES POR ANO MAIS 65% DOS LUCROS DA ARENA.

2) Na gestão de seus bens pessoais faria o negócio acima referido sem saber quanto custaria esse novo e luxuoso apartamento ao longo e ao cabo de 20 anos?

Como o valor do financiamento é um percentual fixo sobre as RECEITAS que eu receberei com o novo apartamento eu faria o negócio referido sim.

3) Na gestão de seus bens pessoais, havendo dúvida quanto ao valor da sua propriedade, venderia o imóvel sem a precedência de uma criteriosa avaliação técnica?

Como já existe uma avaliação prévia, tendo uma noção de quanto vale o terreno, faria a troca do imóvel antigo com 30 anos de uso pelo imóvel novo.

4) Na gestão de seus bens pessoais, faria um negócio sem saber qual seria o custo final?

Como dito anteriormente, se o valor do imóvel fosse proporcional às receitas que eu obteria com ele, sim, faria o negócio.

Bom, agora está na hora de eu fazer algumas perguntas também, que julgo procedentes e gostaria de obter as devidas respostas:

1 - A quanto tempo existe o projeto de reforma do Olímpico?

2 - Por que ele nunca saiu da gaveta, já que ele é tão bom para o Grêmio?

3 - Quanto custaria uma reforma do Olímpico, de forma que este fique no mesmo nível de uma arena confortável?

4- De onde vai sair o dinheiro da reforma?

5 - Se este dinheiro vier de investidores, o que eles vão querer em troca?

6 - Por que a reforma do Olímpico só se tornou uma excelente oportunidade a partir do momento que surgiu o Projeto Arena?

7 - Quantas obras viárias seriam necessárias para tornar o acesso ao Olímpico decente (basta conversar com quem é do interior para saber o martírio que é ir a um jogo decisivo no Olímpico)?
8 - De onde sairá o dinheiro para melhorar as vias de acesso ao estádio?

Essas são 8 perguntas básicas. Assim que forem respondidas, coloco outros 37 questionamentos a respeito da reforma do Olímpico. Questionamentos que espero serem publicados ao longo de uma semana na coluna de um conhecido jornalista de Porto Alegre.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Planta Da Arena

Na última reunião da comunidade Grêmio Arena com o Dr. Preis, foi disponibilizada a nova planta do projeto. Tiramos algumas fotos utilizando um celular, das quais a melhor delas eu disponibilizo aqui no blog.




Os comentários na imagem foram feitos pelo Bonfá.

domingo, 5 de julho de 2009

Reunião Com o Dr. Preis

Neste sábado (04/07) tivemos mais uma reunião com o Dr. Adalberto Preis. Vou reproduzir aqui a postagem feita pelo Glênio na comunidade Grêmio Arena (da qual ele também é moderador)

"1) O empréstimo com o BNDES está todo formatado, inclusive com a participação do Santander, aguardando somente a abertura da linha de crédito para o PAC da copa. Esperemos que isso não atrase muito pelo governo federal, porém a própria OAS vem informando, inclusive para secretários municipais que este assunto está bem encaminhado.

2) Foram apresentadas na reunião plantas baixas com arena separada do shopping. O Bonfá bateu foto e espero que em breve divulgue aqui na comunidade. Achei bem legal e interessante. A plarq não saiu do projeto, o que aconteceu é que a OAS está dando algumas "azeitadas" nele.

Outra coisa importante é que não haverá mais estacionamentos embaixo da arena por uma impossibilidade verificada na sondagem do terreno, porém no lugar onde seria o shopping no entorno, em uma dimensão menor, serão construídas estas vagas de estacionamento em dois andares.

3) O site sai no final do mês. Maquetes e imagens mais elaboradas, mais adiante mas não muito. Isto está sendo bem pensado e o momento será adequado.

4) A OAS está muito empenhada e comprometida com o projeto.

5) A desoneração do terreno do olímpico está andando nos prazos previstos.

6) A OAS está admirada pelo pronto atendimento dado pelo Grêmio as suas gestões junto aos órgãos públicos. Um ofício foi entregue à prefeitura solicitando algumas medidas práticas como a análise dos projetos juntamente com os do impacto ambiental, a transferência do CTG, da linha de transmissão de energia de alta voltagem, etc.

7) Foi comentada e criticada, principalmente por mim, a confusão acontecida quinta-feira no estádio olímpico, o que justifica um estádio moderno com sistema de ingresso diferente do atual.

8) Algumas sugestões do Bonfá (excelentes por sinal) foram apresentadas ao Preis e posteriormente serão enviadas a ele por arquivo power-point.

9) Existe boa possibilidade do aeromóvel para a arena na estação aeroporto da trensurb."

Fonte: Comunidade Grêmio Arena

terça-feira, 23 de junho de 2009

Grêmio Lança Olímpico Em Miniatura

Numa época em que a Arena chama a atenção da Nação Gremista, o Departamento de marketing do Grêmio não poderia deixar de registrar e transformar o Estádio Olímpico em objeto de desejo, relíquia, aspiracional. Pensando nisso, foi desenvolvida a réplica fiel do estádio Olímpico Monumental em miniatura para que os gremistas possam guardar e rememorar os grandes feitos do Clube.

Quem comemora a iniciativa é o vice-presidente de marketing, Cesar Pacheco: “Estamos construindo um pilar de negócio voltado para o setor emotivo. Todos os grandes feitos do clube podem ser convertidos em produtos, e assim carregar a história. Desta forma, estaremos abrindo um novo corredor de negócios paralelo ao licenciamento tradicional aumentando a receita de royalites do clube” garante.

Trabalhando na área de licenciamento do tricolor, Fabiano Veronezi aposta na paixão do torcedor para o sucesso do projeto: “trata-se de um produto de valor emocional, todo gremista terá um”. Por meio do licenciamento, a Borbachov International fará a importação do míni-estádio, fabricado na China e será comercializado em todas as lojas brasileiras especializadas neste tipo de souvenir.

STATUS OLÍMPICO MONUMENTAL

- Nome Oficial: Estádio Olímpico Monumental

- Apelido: Olímpico

- Local: Porto Alegre, RS

- Construção: 1954

- Inauguração: 19 de Setembro de 1954 (54 anos)

- Expandido em 1980

- Capacidade 55.000

Histórico

- Público recorde: 98.471 (85.751 pagantes)

- 24 de abril de 1981 Grêmio 0 x 1 Ponte Preta

- Primeira Partida Grêmio 2 x 0 Nacional

- Primeiro gol Vítor (Grêmio)


Fonte: Site Oficial do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

domingo, 21 de junho de 2009

Arena Em Pauta Em Reunião Com Consulados

Adalberto Preis, presidente da Grêmio Empreendimentos, participou na tarde de sábado de um workshop que reuniu representantes de consulados de vários estados brasileiros. O foco de sua palestra foi a Arena, que deve ter o início de suas obras no primeiro semestre de 2010, com previsão de término para dezembro de 2012 ao custo de aproximadamente R$ 300 milhões.

Preis ressaltou diversos aspectos sobre o novo estádio como o seu tamanho e capacidade, financeiro, captação de associados, a torcida da Geral, estacionamento, ingressos e a questão patrimonial do Olímpico/Arena. Uma questão que sempre é perguntada quando se trata da Arena é de como vão ficar a situação dos associados gremistas, principalmente dos sócios patrimoniais.

Alguns torcedores mostram preocupação com a hipótese de ficar sem estádio, mas Preis garante:“O Grêmio será proprietário até que receba a Arena, só entrega o Olímpico quando a Arena estiver pronta e em condições de uso”. A acessibilidade do novo estádio também é sempre lembrada como uma questão importante, tanto na ida como na volta pra casa após as partidas.

O novo estádio terá acesso à Rodovia do Parque, BR 116, Freeway, Trensurb e ao metrô de Porto Alegre, que também se conectará ao Trensurb. Até a possibilidade de acesso ao Aeromóvel foi comentada. Outro aspecto abordado por um dos representantes dos consulados foi se haveria espaço reservado à torcida da Geral.

Preis respondeu que a ideia é de remover as cadeiras atrás de uma das goleiras, talvez, posteriormente, atrás das duas, para que a torcida da geral possa fazer sua tradicional festa com a ‘avalanche’. Um detalhe que vale a pena lembrar é que se as cadeiras que ficam atrás das goleiras forem retiradas, a capacidade da Arena deve aumentar.

Sobre a Copa do Mundo, Preis explicou que não há regras precisas para os estádios de apoio, mas tem boas expectativas. “Quando tiver a Arena prontinha, novinha, duvido que a Fifa não tenha a sensibilidade de utilizar a Arena para mais que um estádio de apoio”.

Fonte: FinalSports