terça-feira, 8 de setembro de 2009

Exército Gremista

Nesta terça-feira o Grêmio deflagrou uma campanha inédita no Brasil, visando melhorar ainda mais o relacionamento do clube com a sua torcida. Para isso, primeiramente o clube precisa conhecer melhor cada um dos seus apaixonados torcedores.

Uma excelente iniciativa do tão criticado departamento de marketing gremista, que neste momento merece todos os elogios. É uma ação que certamente ficará como herança para as futuras gestões do clube.

Portanto, clique na imagem abaixo e aliste-se você também no Exército Gremista. Vamos tornar o Grêmio um clube ainda mais forte e vencedor.



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Saudações tricolores

sábado, 5 de setembro de 2009

OAS Promete Obras Para 2010

A OAS reiterou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que as obras de construção da arena do Grêmio começam em meados de 2010. De acordo com a nota, o projeto se encontra em fase de aprovação nos órgãos públicos. A construtora também aguarda a abertura de linha de crédito especial por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para dar início à construção.

Conforme a nota, o projeto segue o cronograma. A informação de que a obra seria iniciada ainda este ano referia-se, conforme a empresa, apenas às atividades pré-operacionais.

O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, afirmou que outras alternativas de captação de recursos serão buscadas caso a OAS não obtenha financiamento até 5 de março de 2010. Ele descarta a reforma do Olímpico.

Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fábio Koff Afirma Que Arena Do Grêmio Está No Rumo Certo e Revela Sonho

Na última semana, o presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, o vice-presidente Mauro Knijnik e o assessor da presidência, Evandro Krebs, apresentaram o projeto da Arena ao ex-presidente Fábio Koff. No final da tarde desta terça-feira, Koff falou ao site oficial do Tricolor e declarou que o novo estádio tricolor está em boas mãos.

- Foi uma rápida reunião, onde pude conhecer um pouco mais sobre o projeto Arena. A Arena está em boas mãos. O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, conhece bem a área, é competente e muito capacitado para tocar esse trabalho - comentou.

Fábio Koff se mostrou otimista quanto ao processo de construção da Arena.

- O projeto está em mãos de pessoas competentes. A Arena está no rumo certo - afirmou.

O ex-presidente, campeão do mundo em 1983, destacou ainda a importância de um estádio novo para o clube.
- Vai ser um salto de qualidade, um estádio moderno. Vai ser ótimo para o Grêmio.

Para finalizar, Koff revelou um de seus sonhos.

- Um dia, irei assistir a uma partida na Arena. É um grande desejo meu.

A expectativa é que a Arena do Grêmio esteja pronta para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O estádio que receberá jogos da competição em Porto Alegre será o Beira-Rio, que passa por reformas, mas a nova casa tricolor pode servir como campo de treinamentos e eventos.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Projeto Arena é Apresentado Aos Conselheiros

Na última quarta-feira, a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo marcou a exibição de um relatório sobre o andamento do Projeto Arena. O presidente da Grêmio Empreendimentos e conselheiro do clube, Adalberto Preis, expôs os contratos e anexos do projeto, além de reuniões com a empresa OAS, responsável pela construção.

Adalberto Preis explicou alguns procedimentos. “O objetivo foi mostrar aos conselheiros em que pé está o projeto. Dentro disso, há o envio da documentação do projeto arena para o Comitê da copa 2014, bem como a resposta da Secretaria Extraordinária ao Comitê da Copa da CBF”, explicou.

Outros pontos citados por Preis no relatório foram a entrega do contrato ao conselho fiscal do clube, reuniões de trabalho entre Grêmio e OAS, assim como as proposições da Grêmio Empreendimentos junto à empresa.

A explanação não teve caráter de debate, mas serviu para tirar dúvidas. “Este foi um fator positivo. Mesmo sem a presença de todo o Conselho, após a exposição, foi respondido um grande número de perguntas dos conselheiros”, revelou.

Fonte: Site Oficial do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

domingo, 2 de agosto de 2009

Camarote Da Band Com Adalberto Preis

Neste domingo o Dr. Adalberto Preis foi o convidado do programa Camarote da Band, apresentado pelo Belmonte.

O Belmonte fez as seguintes perguntas a respeito do Projeto Arena: como, onde, quando e por quê.

Para fazer o download da entrevista, clique aqui.

Observações:

1 - A partir dos 24 minutos o som da gravação fica baixo. Foi um problema da rádio, não da gravação. A partir dos 33 minutos o volume volta ao normal

2 - Os barulhos de fundo da gravação foram conseqüência do fato de eu ter deixado ligado o microfone do notebook. Portanto, tentem ignorá-los. :D

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - III

"Então, respondendo à questão: O que a OAS ganhará com esta parceria?

A OAS terá ganhos em três fontes distintas: da parceria na Arena, no complexo shopping/hotel/bloco comercial e blocos residenciais e, por fim, do empreendimento residencial na Azenha.

Na Arena, como já foi explicado antes, a OAS pagará o financiamento abrindo mão de seu percentual durante a sua amortização. Após este período, passará a usufruir da fase de retorno do investimento. É muito importante frisar que, ao contrário do que se está dizendo, a OAS NÃO ENFRAQUECERÁ o futebol do Grêmio por um singelo motivo: A OAS DEPENDERÁ MUITO DOS RESULTADOS DO TIME PARA OBTER MAIS LUCRATIVIDADE NA ARENA. Isto é muito óbvio, pois um time fraco que não empolgue a torcida levará menos espectadores à arena, diminuindo sua receita. Portanto a OAS não retirará recursos do futebol como estão dizendo.

No empreendimento ao lado da arena o Grêmio não terá nenhuma participação, portanto o lucro será todo da OAS. Este empreendimento terá um plus associado a ele: A marca GRÊMIO, que obtém dois terços da torcida deste estado. O mesmo acontece com o terreno do Olímpico que certamente terá o nome do Grêmio associado.

A OAS ganhou também, e muito, com o aumento dos índices construtivos em ambas as áreas. Isso, é claro, graças ao Grêmio e sua capacidade política.

Fica claro que a OAS não está dando de graça a arena, pois vai lucrar muito com a parceria. Diante do exposto, muita gente pode questionar: porque o Grêmio não ganhou uma participação nestes empreendimentos uma vez que seu nome estará associado?

Também acho que poderia receber algo por isso, porém, sem este tipo de negócio seria praticamente impossível de se obter um aparelho moderno, que vale mais de 300 milhões e gerará receitas extras ao clube.

Por que não o Olímpico então?

Como já foi dito antes, os cálculos (feitos pela AAA) para reforma são maiores do que a construção de um novo estádio. O Grêmio entregou um caderno de intenções às empresas interessadas com as três hipóteses (reforma, construção na Azenha e construção em outro local) e ninguém apresentou proposta para reforma. Eu particularmente sou testemunha dos problemas estruturais do Olímpico. Na parte nova, onde foram construídos os treze módulos, as paredes onde se encontram os módulos possuem parafusos gigantes e as caixas destinadas aos placares eletrônicos foram retiradas. Na parte antiga, na altura do memorial, se encontravam ferragens expostas, enferrujadas e comprometidas (lembram da Fonte nova?).

Uma proposta de reforma do Olímpico foi apresentada muito depois de todo o tipo de debate já ter sido feito no conselho. Como se fala muito em transparência, poderiam dizer o custo de tal reforma, o que teria que ser demolido e refeito, quem bancaria uma obra de tal monta e em troca do que. Custo a imaginar um empreendedor que bancasse uma obra desta magnitude em troca da exploração por um período da área onde hoje se encontra o carecão e as antigas piscinas. Alguém já se apresentou? Quem?

A opção de construção na Azenha também encontrou obstáculos junto ao conselho por três motivos importantes:

1) O risco de se demolir o estádio atual sem ter o novo pronto;

2) Uma área pública (na Cascatinha) teria que ser doada pelo município - coisa muito complicada de se obter - e áreas lindeiras, com vários proprietários, teriam que ser compradas;

3) A questão viária.

Restou ao conselho escolher a melhor proposta financeira, com menos riscos.

Na próxima manifestação falarei sobre a delicada questão dos sócios e da transparência."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Grêmio Entra Na Justiça Para Conseguir Terrenos Do Olímpico

O Grêmio tenta conseguir na Justiça a escritura de uma área que ocupa há mais de 50 anos. São dois terrenos circundados pelo Estádio Olímpico, que fazem parte do complexo do clube. Segundo o departamento jurídico do Tricolor, a Prefeitura doou os lotes na década de 1940, mas o clube não ficou com a escritura. Os terrenos faziam parte de um plano do Demab (Deparamento Municipal de Habitação), onde seria construído um núcleo residencial, que nunca saiu do papel.

Com a parceria com a OAS, que construirá a Arena do Grêmio no Humaitá, o clube precisa unificar a área do Olímpico para passar a posse total dos cerca de 10 hectares para a empresa. O diretor jurídico Claudio Batista, diz que o Grêmio paga os impostos referentes ao terreno desde o início da ocupação.

O vice-prefeito de Porto Alegre e secretário extraordinário para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, José Fortunatti, diz que a Prefeitura não vai se opor à passagem dos terrenos ao nome do Grêmio, e que isso se trata apenas de uma formalidade.

Fonte: ClicRBS

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - II

"Continuando as manifestações, mas antes fazendo ainda um esclarecimento: de onde vem o nosso conhecimento?

No início de 2007, já sabendo da encomenda do Grêmio a um trabalho da AAA (Amsterdã Arena Advisory) tive a oportunidade de assistir a uma apresentação de powerpoint com o organograma e fluxograma do Projeto Arena. Soube da encomenda para as três hipóteses: reforma do Olímpico, construção de um estádio novo na Azenha e construção de um estádio novo fora da Azenha (apontando quais os locais possíveis em Porto Alegre para tal).

Este trabalho também apontaria a formatação de estádio e a sua capacidade ideal levando em conta a relação custo/benefício. No final de 2007 presenciei a apresentação das propostas da Odebrecht (Humaitá) e da TBZ/OAS (Azenha), fazendo um relato mais fiel possível do que foi demonstrado sem ferir o sigilo solicitado aos conselheiros.

Em 2008, já moderador da comunidade Grêmio Arena, fiz contato com o Antonini, apresentando o nosso grupo. Ele gostou muito da existência da comunidade e abriu a possibilidade de nos reunirmos para levarmos nossas dúvidas e sugestões.

Desde a primeira reunião o Giuliano Vieceli está presente e, tanto eu como ele, participamos de todas as que foram feitas. Organizamos a comunidade para levantarmos desde as dúvidas mais básicas até as questões mais polêmicas, recolhemos várias sugestões (algumas delas estão presentes no projeto) e passamos juntos por todas as etapas até agora, desde a apresentação das propostas, passando pela escolha do conselho pelo projeto TBZ/OAS no Humaitá, aprovação no conselho do plano diretor, aprovação dos índices na Câmara de Vereadores, aprovação da construção da Universidade do Trabalhador na Restinga pelo Governo do Estado, aprovação dos contratos no Conselho Deliberativo do Grêmio e a posterior criação da Grêmio Empreendimentos.

Foram várias reuniões com Eduardo Antonini e Adalberto Preis, horas valiosas de esclarecimentos, trocas de idéias e manifestações de apoio ao clube. Apresentarei, a partir de agora, um arrazoado sobre as afirmações do ex-conselheiro Marco Antônio Souza e de outras que foram apresentadas no decorrer do debate. Não se trata da propriedade da verdade, mas somente uma apresentação das informações que possuímos.

As primeiras perguntas: O Grêmio terá uma dívida com a arena? Terá que pagar algo por ela? Haverá pagamento de aluguel, prestações ou seja lá o que for?

A proposta inicial da TBZ/OAS - e depois somente OAS - era a seguinte: em troca da compra do terreno no Humaitá e da construção da arena, o Grêmio deveria entregar o terreno do Olímpico e durante 20 anos haveria uma parceria entre o clube e o consórcio português, na participação dos lucros da arena na ordem de 65% para o clube e 35% para o consórcio.

O levantamento de recursos seria feito com investidores apresentados pelo grupo português. Não haveria financiamento algum, somente um retorno financeiro aos investidores nos 35% da receita da arena por 20 anos. Esta proposta mudou com a crise mundial, havendo fuga de investidores e a saída do grupo português, permanecendo somente a OAS.

A construtora (com o auxílio do Banco Santander) estruturou então uma nova proposta, onde a OAS buscaria um financiamento em seu nome junto ao BNDES (apostando no PAC da Copa com a virtual participação de Porto Alegre) e bancaria os custos remanescentes. Os percentuais de participação continuaram os mesmos, porém o pagamento do financiamento da OAS seria bancado por parte da receita da arena.

Para compensar o clube de uma receita líquida menor, a construtora apresentou a seguinte proposta:

- Durante o pagamento do financiamento da OAS, a mesma não teria participação alguma na receita da arena (sendo esta toda do clube) e pagaria um valor fixo anual, reajustável, de sete milhões de reais. Este prazo de amortização pode durar entre 7 e 9 anos.

Resumindo: Durante esta fase de amortização (por parte da OAS), o clube receberá sete milhões anuais e 100 % da receita líquida restante. Importante dizer que a garantia desta dívida não será a arena, mas bens da construtora.

- Liquidada a dívida da OAS, a construtora passa a ter direito ao seu percentual (35%) sobre a receita líquida da arena e o Grêmio passa a ter 65% desta receita, acrescentado agora de uma receita fixa não mais de 7 milhões anuais, mas de 14 milhões por ano, um valor também reajustável.

Diante do exposto, fica claro que o único pagamento que o Grêmio fará será a entrega do terreno do Olímpico. Não existem parcelas, prestações, aluguéis, etc, pagos pelo Grêmio. Não podemos mensurar o retorno que a OAS terá de sua participação de 35 %, pois isso depende de valores variáveis de receita que somente estão estimadas em diversos cenários, otimistas, pessimistas e realistas.

Porém, no caso do Grêmio, temos a certeza de uma receita mínima anual de 7 milhões por um período em torno de 7 anos e 14 milhões por aproximadamente 13 anos. Isso significa que se por ventura o cenário for péssimo, sem lucro na arena, a OAS não terá a certeza de receber algo, já o Grêmio terá seus valores fixos.

Então fica a pergunta que fiz antes: Quem paga o que e para quem? O Grêmio, após a entrega do Olímpico (somente após receber a arena) não paga mais nada.

Esclarecida esta questão, vamos a uma nova pergunta: Mas então o que a OAS ganha com isso, já que somente o Grêmio terá assegurado uma receita fixa por 20 anos? Responderei a isso na próxima manifestação."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Apresentação, Esclarecimentos e Manifestações - I

"Caro leitor deste blog, com a autorização do Giuliano, pretendo, como o título sugere, fazer a minha apresentação, alguns esclarecimentos e muitas manifestações. Vamos a eles.

No dia de ontem (15/07/2009), ao ler a réplica do ex-conselheiro Marco Antônio Souza, redigi um breve texto de esclarecimento ao Wianey que achou por bem não publicar. Não questiono as suas razões, mas faço uso deste espaço para o sagrado direito de resposta.

O ex-conselheiro Marco Antônio de Souza tem razão quando afirma que não me conhece e que eu não o conheço, aliás, dele sei somente que é irmão de ex-ministro e filho de um grande ex-presidente do clube, Dr. Renato Souza, que conduziu o Grêmio nos anos gloriosos da década de 60. Portanto farei a minha breve apresentação. Sou um mero sócio e torcedor assim como também o era o meu pai. Não possuo relevantes serviços ao clube e minha participação é anônima como a maioria dos torcedores contemporâneos a mim. Tenho como maior presidente do clube o Dr. Hélio Dourado (quem me acompanha na comunidade do Orkut sabe o quanto já o defendi) e atendendo aos seus apelos ajudei a concluir o Olímpico, nosso orgulho. Entendo o apreço e o carinho do ex-presidente, pois é difícil abrir mão de algo tão belo e caro para todos nós.

Assim como o ex-conselheiro, carrego uma paixão desenfreada pelo Grêmio, construída e levada pela mão de meu pai, que deve ter sentido a mesma emoção que sinto hoje, quando saiu da velha baixada para o Olímpico. Não tenho fama, patrimônio ou dinheiro e tenho somente o meu espírito que move a minha paixão, assim como de milhões pelo mundo afora que torce pelo Grêmio. Entusiasta da Arena, procurei de todas as formas me informar de tudo o que diz respeito a ela, acompanho desde 2007 os seus passos e por ela travei - e ainda travo - os mais calorosos debates. Mais de mim não falarei. Isto basta.

Ao ex-conselheiro Marco Antônio Souza, faço alguns esclarecimentos. Entende ele que o ofendi. Gostaria que ele soubesse que não possuo a eloqüência de um advogado e que em nenhum momento busquei o ataque pessoal, mas o enfrentamento duro de suas afirmações e posicionamentos. Não poderia eu fazer ataques a ele por realmente não o conhecer, o que seria leviano da minha parte. Quando escrevi “destituindo de seriedade o autor da frase” fiz a referência de que sua afirmação “uma simples aquisição de um estádio pronto” era uma afirmação simplista e sem valor epistemológico.

Também julguei destituída de seriedade as afirmações feitas na tentativa de estabelecer o risco e prever um iminente fracasso financeiro da Arena. Em nenhum momento da minha manifestação afirmei ser o ex-conselheiro o causador das dívidas que oneram o Olímpico, disse tão somente que elas existem independentemente da Arena, devem ser pagas e não podem ser objeto de calote, dando resposta a sua afirmação de que tal desoneração provocaria uma perda de recursos no futebol, como se isso fosse culpa da construção do novo estádio.

Sei que o ex-conselheiro Marco Antônio Souza não é contador, portanto usei esta expressão genericamente na tentativa de mostrar que cálculos e pareceres profissionais não podem ser relevados a meros achismos. A expressão “mãe Diná” é por demais conhecida, sendo utilizada para designar quem exercita a futurologia, coisa que acho que ex-conselheiro fez quando afirmou que por causa da Arena perderíamos jovens promessas, verbas seriam comprometidas e dirigentes seriam presos.

Desculpe-me, ex-conselheiro, achei leviana a sua analogia com o caso ISL, isso explicarei mais adiante, mas peço ao ex-conselheiro que não se sinta ofendido com esta opinião, assim como não me ofendi com a sua insinuação de que sou um analfabeto (“Em todos os casos o que se observa é que não precisa ser mãe Diná, basta saber ler”, escreveu o ex-conselheiro).

Já citei a epistemologia antes, que trata do conhecimento verdadeiro. Sua simples fórmula CVJ, ou seja, Conhecimento Verdadeiro Justificado, permite aferir se um determinado conhecimento (opinião ou crença) é verdadeiro e possui justificativas. Julguei ser uma falácia ou sofisma sua colocação sobre as unanimidades ou sobre os pareceres das comissões, por se tratar, em minha opinião, de uma crença sem uma boa justificativa para se tornar verdadeira. Portanto não confunda a falácia como uma mentira.

Por fim, a questão dos interesses. Falo por mim mesmo. Moro muito perto do Olímpico e teria todo o interesse natural de que o Grêmio permanecesse com ele por uma questão de praticidade e deslocamento. Os muitos interesses de que citei são desta ordem, de caráter de apego ao velho estádio, sentimental, praticidade, etc. Até um posto de gasolina teria que sair do terreno, também seus donos têm interesse de que o Olímpico permaneça como o estádio do Grêmio. É público o notório a posição política do movimento Grêmio Acima de Tudo em relação ao Olímpico, na figura primeira do grande ex-presidente Hélio Dourado, legítima por ser o responsável da conclusão do estádio e sua transformação em monumental.

Bom, estes são os esclarecimentos que precisavam ser feitos, se minhas palavras anteriores foram traduzidas como ofensivas, atribuo mais uma vez à minha falta de eloqüência e condição de quase analfabeto.

Por fim, desculpe-me o ex-conselheiro Marco Antônio Souza, por não saber desta condição, fui induzido ao erro pelo próprio Wianey que o nominou como conselheiro. Como já falei antes, sou um mero torcedor e sócio, não transito no conselho e não procuro o nome de todos eles.

Nas minhas próximas manifestações, farei considerações ponto a ponto da réplica do ex-conselheiro Marco Antônio Souza."

sábado, 11 de julho de 2009

Carta Enviada Ao Wianey Carlet

Caro Wianey

Como moderador da comunidade do orkut Grêmio Arena, me atrevo a tecer algumas considerações a respeito das dúvidas levantadas pelo conselheiro Marco Antônio Souza.

A comunidade Grêmio Arena vem mantendo contato regular com Grêmio, antes com o vice-presidente Antonini e agora com o presidente do Grêmio Empreendimentos Dr. Adalberto Preis. Nossos contatos e reuniões são para dirimir dúvidas para toda torcida, levar sugestões (algumas foram bem aceitas) e manifestar o nosso apoio de entusiastas inclusive nos colocando à disposição do clube se assim for necessário.

Então vamos às questões:

Em nenhum momento o Grêmio pagará “aluguel” na arena. Na estruturação do negócio, o Grêmio, enquanto a dívida da OAS com o BNDES estiver sendo amortizada, terá pleno uso do equipamento, receberá 7 milhões anos reajustáveis e 100 porcento da receita líquida se houver. Portanto, como podes ver, não há aluguel e nem pagamento algum por parte do Grêmio neste período. A receita dos 7 milhões é fixa e independe do resultado da arena neste período, sendo ela equivalente ao que se arrecada hoje no olímpico, não havendo perda alguma para o Grêmio.

Quanto à comparação patrimonial entre os dois clubes, acho estranha a manifestação do conselheiro. Receberemos um equipamento de ponta, moderno, multiuso, com menos custos de manutenção, em uma área equivalente do Olímpico, com a plena propriedade em 20 anos, como qualquer mortal que compra o seu imóvel financiado no SFH e aliena fiduciariamente sua dívida no imóvel. Como poderia eu comparar uma bela reforma em uma kombi 69 com um Mercedez 2012?

Quanto à questão de transparência, também acho estranha a manifestação. Quando da apresentação das propostas ao conselho em novembro de 2007, as mesmas ficaram à disposição dos conselheiros para análise, mas menos de 100 conselheiros fizeram esta verificação. O Antonini sempre esteve à disposição dos conselheiros e sócios para explicar o processo e recentemente, em um sábado no olímpico, o Dr. Preis, na conversa da direção com os sócios, respondeu exaustivamente às perguntas e questões levantadas por estes. Nós somos testemunhas vivas desta transparência ao sermos sempre muito bem recebidos por Antonini e Preis. Estranha esta manifestação, muito estranha.

Quanto aos riscos. É verdade que a crise mudou as visões de negócio existentes antes dela, o próprio projeto arena foi modificado após o furação do ano passado, mas quais os riscos então? O Grêmio não será tomador de nenhum empréstimo ou financiamento, não entregará o seu patrimônio atual, o Olímpico, sem que antes haja a entrega da Arena, concluída e com todos os equipamentos. Qual o risco então? O risco de uma enorme desilusão tão somente. O conselheiro fala em “uma simples aquisição de um estádio pronto”. Simples?

É tão simples que ninguém o fez ainda, destituindo de seriedade o autor da frase. Também diz que não sabe quanto o Grêmio pagará durante os 20 anos. Aqui temos que abrir um parêntese para definirmos este “pagamento”. Durante o pagamento da dívida, que pode durar de 7 a 9 anos, o Grêmio receberá 7 milhões fixos reajustáveis mais 100 porcento da receita liquida e, após este período, o valor fixo passa para 14 milhões ano e 65 porcento da receita líquida.

Ora, em ambos cenários o Grêmio terá uma receita maior que a que obtém hoje com o Olímpico e receberá ainda um patrimônio novo como já falei antes. Quem está pagando a quem neste caso? O Grêmio que arrecada menos como o estádio atual que possui valor menor à arena que receberá ou a OAS que para lucrar com os seus empreendimentos no entorno banca a maior parte da construção? Como eu poderei aferir com certeza os valores percentuais quem ambos receberão da receita da arena, sem que esta esteja balizada em situação futura, feita em cenários diferentes, mas em todos com obtenção de lucro? Mais uma vez temo pela seriedade do conselheiro.

Quanto aos valores imobiliários, temos a informação de avaliação do Olímpico em 80 milhões, porém agravado com o futuro custo de uma demolição. Será que alguém da “oposição à arena” já parou para pensar o quanto custa para demolir um estádio como o Olímpico que é uma montanha de concreto? Porém o valor da arena eu sei que será superior a 300 milhões. Não seria uma troca patrimonial vantajosa? É verdade que o valor do terreno do Olímpico terá uma avaliação superior em virtude do aumento dos índices construtivos, mas também o terreno do Humaitá terá a mesma valorização pelos mesmos motivos. Qual o problema? Ainda mais se pensarmos que o empreendimento no bairro proporcionará mais valor agregado ao terreno.

A questão da desoneração. Tirando o apelo burlesco das palavras do conselheiro, ficamos com os fatos. As dívidas que oneram o Olímpico já existem, não estão sendo criadas em função da arena, onde inclusive o Grêmio não está aportando dinheiro algum. Portanto, a desoneração do terreno do Olímpico deveria ocorrer de qualquer maneira a não ser que o nobre conselheiro estive com a intenção de dar o calote, elevando o nome do Grêmio tão decantado em suas linhas, ao limbo dos caloteiros.

O processo de desoneração está acontecendo normalmente e o Grêmio tem prazo para fazê-lo até à entrega da arena, em torno de 3 anos, qualquer coisa em contrário é mera especulação e a cláusula das verbas de televisão é mera garantia para o negócio, podendo o Grêmio inclusive proceder em uma troca de garantia com os credores atuais. O conselheiro, uma mãe Diná por certo, já afirma que jovens promessas serão vendidas, verbas serão comprometidas, dirigentes serão presos, etc.

Só nos resta fugirmos para as colinas e esperarmos resignadamente o juízo final. Esquece o nobre, que justamente a arena será a responsável por um aporte de recursos que não possuímos hoje, uma diminuição extraordinária de custos, isto tudo avalizado pela Fundação Getúlio Vargas e não em um escritório de contador localizado em uma galeria da cidade.

Diz o conselheiro que “A construção da Arena não aponta para qualquer indicativo de solução para os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta”. Baseado em quais cálculos, conselheiro? No seu achômetro? Há quem dissesse uma vez que o uso do som nos cinemas não iria vingar, porque tiraria o charme dos filmes mudos....fico pensando se não era algum antepassado seu.

O conselheiro pergunta por que não se recupera o Olímpico e se faça ali um empreendimento com shoppings e centro empresarial. Ora, conselheiro, creio que o senhor não freqüente as reuniões do conselho, pois lá já foi exaustivamente explicado que uma reforma é inviável financeiramente por seus custos elevados, sendo maiores que a construção de um estádio novo. Quem bancaria este custo se o senhor mesmo informou que estamos endividadas e não podemos abrir mão das verbas do futebol? Que milagre é esse? Por favor........

O padrão Fifa. Serei rápido aqui. Veja bem conselheiro, o padrão Fifa não é perseguido para se sediar jogos da copa do mundo, mas para termos um estádio qualificado enquanto ele durar, entendeu?

Questão ISL. Esta é uma leviandade do conselheiro, pois são questões completamente diferentes onde a ISL tinha participação no futebol, era credora de recursos aportados, não envolvendo em patrimônio imobiliário. A parceria com a OAS, não envolve situação de dívida. O Grêmio não deverá nada à OAS, essa terá somente uma participação temporária na receita da Arena, sejam elas quais forem, baixas ou altas. Argumentos falaciosos, tão somente, como se toda a decisão unânime daqui para frente seja algo ruim para o clube e isso esteja à sombra da ISL.

Com relação ao fundo social. Como o senhor gosta de fazer perguntas ao sócio, farei uma para o senhor. O que seria melhor para o sócio patrimonial, um patrimônio de valore menor, onerado por dívidas ou um novo patrimônio com valor superior e desonerado em 20 anos? Interessante que o conselheiro advoga e julga juridicamente a questão. O que dizem os nossos magistrados à respeito?

Parecer da comissão de patrimônio. Aqui o conselheiro vai além, distorce a verdade. As comissões do conselho são representativas de todas as facções do Grêmio, portanto não há parcialidade política. Os pareceres apontaram necessidade de alterações nos contratos, mas não se posicionaram contra o negócio.

O próprio trabalho da Fundação Getúlio Vargas, apoiado pelo presidente Odone à época, ajudou nestes pareceres. Correções foram feitas nos contratos e as verbas fixas, durante os 20 anos, trouxeram segurança ao negócio, ao contrário do que prega o conselheiro, independentemente se estaremos em libertadores ou participando de finais. O conselheiro diz: “Ou seja, fora do cenário ótimo (praticamente impossível de ser cumprido) a construção da Arena trará prejuízos ao Grêmio. Palavras da FGV.” Desculpe-me conselheiro, mas isso é uma enorme falácia como já demonstrei antes.

Ipiranga de Erechim e Cidreira. Não seja simplista, conselheiro. Não se constrói títulos somente com patrimônio, mas também com torcida (Ipiranga e Cidreira têm?), com boa administração e bom plantel, mas que a construção de estádios em GRANDES clubes, impulsiona os títulos, não tem como negar, estão aí os exemplos do co-irmão, do Atlético Paranaense e de nós mesmos após a conclusão do Olímpico Monumental, ou será que estou enganado? O senhor fala que a prioridade é sanar suas finanças, então eu lhe pergunto: Construir uma arena que trará mais recursos e diminuirá os custos não é uma excelente forma de atingir estes objetivos prioritários?

Por fim, respondo às quatro perguntas.

1) Meu imóvel não é passível de uma simples reforma, está onerado em dívidas e não pagarei financiamento algum por este apartamento de luxo no Humaitá. Quem não fizesse a troca não moraria em nenhum dos dois imóveis, mas no hospital psiquiátrico São Pedro.

2) Eu sei quanto custa. Custa o meu imóvel velho que alguém terá o custo de demolir em detrimento de um apartamento que vale no mínimo quatro vezes mais.

3) Essa avaliação já foi feita, mas salta aos olhos a diferença entre um fusca e um vectra.

4) Como já falei antes, o custo é muito inferior ao patrimônio que receberei. Se o conselheiro tiver um negócio destes a me oferecer, quero me manifestar aqui como o primeiro interessado.

Wianey, como podes verificar, não houve a mínima dúvida em minhas respostas. Há interesses muito acima do clube envolvidos nesta questão. Espero que no mínimo estes senhores aceitem os bons ventos democráticos do clube e cerrem fileiras pelo clube, caso contrário, aconselho a estes, os bons ares do bairro Menino Deus, mais próximo do rio.

Abraços

Glenio Costa de Mello
Moderador da comunidade Grêmio Arena no Orkut
Sócio do Grêmio